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FAQs

O que é a neuropsicanálise

É um movimento dentro da neurociência  e da  psicanálise para combinar os conhecimentos de ambas as disciplinas para uma melhor compreensão da mente e do cérebro, considerando os trabalhos do  grande neurologista Sigmund Freud (1856-1939) e a neuropsicologia dinâmica notabilizada por Alexander Luria (1902-1977) por volta de 1939 cujos princípios se aproximam aos da psicanálise por aceitar que as funções da fisiologia cerebral ocorrem na interação dinâmica de diversas áreas espalhadas pelo cérebro, e não resultante de uma localização num centro.  Eric R. Kandel, da Universidade Columbia, o Prêmio Nobel de 2000 em fisiologia e medicina e muitos outros neurocientistas referem-se à psicanálise

como “ainda a visão da mente mais intelectualmente satisfatória e coerente”.  Um de seus méritos, sem dúvida é estender-se da patologia, emoções aos processos cognitivos em um modelo integrado ou relacional. E para a prática neuro psicanalítica Edinazio Silva pós- graduou-se em neuropsicologia e outras áreas da neurociência.

Por que treinar o cérebro

Há cerca de 50 anos, “malhar” não era algo comum. Hoje, boa parte das pessoas é sócia de algum clube, academia de ginástica ou encontra outra maneira de exercitar seu corpo regularmente. Isso porque uma revolução ocorreu por volta dos anos 1970/80: nos conscientizamos sobre como o exercício físico é importante para a nossa saúde e bem-estar, para nossa qualidade de vida.
A Ginástica do Cérebro é o próximo passo nessa revolução. Assim como você pode malhar os seus braços, pernas e panturrilhas, você também pode exercitar sua memória, capacidades de foco e atenção, rapidez de raciocínio, entre outras habilidades cognitivas.

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Onde é utilizada a psicopedagogia

É utilizada para crianças, jovens, adolescentes e idosos, através de jogos e dinâmicas, visando um melhoramento do desempenho do cérebro

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O que é terapia comportamental

é um processo de aprendizagem sobre você mesmo e como desenvolver novos comportamentos. É a forma de aumentar sua capacidade de agir da maneira que você quer agir.

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O que faz um Psicanalista

psicanalista é um profissional com formação superior na área da psicanálise, um método terapêutico cujo principal mentor foi Sigmund Freud. Na psicanálise existe um grande enfoque no papel e na compreensão do inconsciente.

São várias as tarefas de um psicanalista. Eis alguns exemplos:

  • Observar, investigar e analisar os processos psíquicos;
  • Interpretar as “mensagens” inconscientes transmitidas na escolha de palavras, na associação livre de ideias e nas próprias ações do paciente;
  • Facilitar o autoconhecimento;
  • Ajudar a lidar com conflitos internos e angústias;
  • Conduzir o paciente no tratamento das psicopatologias.

O psicanalista possui uma função diferente da do psicólogo, ou até da função do psiquiatra, embora haja certa complementaridade entre elas. Isto faz com que muitos psicólogos e psiquiatras venham a adquirir formação no campo da psicanálise.

O psicanalista trata das neuroses, das angústias existenciais do ser humano, objetivando através de técnicas especiais, analisar a origem dos traumas, das frustrações, dos complexos guardados no inconsciente e que se manifestam causando perturbações na qualidade de vida do indivíduo.

Desde a época de Freud, o mundo mudou muito. A psicanálise também mudou

O mundo na época de Freud (final do século XIX, inicio do século XX) era estruturado a partir de uma organização hierárquica ou vertical (de cima para baixo) que colocava padrões comuns a serem seguidos. Tinha-se, de forma clara, o que era certo ou errado fazer, tendo como referência uma autoridade geral, como a religiosa. Diante de uma dúvida, dizia-se popularmente para se apelar ao bispo. Nas famílias, a autoridade era o pai, que estabelecia qual o modelo a seguir. Na teoria psicanalítica, esta mesma organização ficou definida como Complexo de Édipo. Frente ao mal-estar humano, à algo que não vai bem,  o tratamento era reforçar a função do pai. Para resolver os impasses procurava-se um saber que vinha do Outro. Era o famoso “ Freud explica”.
Nos mundo atual, chamado de globalizado, não temos mais a organização vertical da sociedade. Não existem mais padrões comuns a serem seguidos, nem uma autoridade ou saber último para chamar. As pessoas perderam o norte, encontrando-se “desbussoladas”. A própria estrutura familiar não é mais a mesma, existindo vários modelos de família. A psicanálise, neste novo cenário, tem se orientado através do conceito de Real, criado por Lacan. A função paterna não é capaz de recobrir totalmente o mal-estar, devendo o tratamento caminhar  para além do Complexo de Édipo, na direção de uma invenção permanente de respostas. Não há um Outro que nos explique, não podemos ter garantias últimas em nossas escolhas, mas devemos ser responsáveis por elas.

Como se avalia a eficácia de um acompanhamento com psicanálise

Como não existem padrões de normalidade a serem buscados, cabe ao analista e ao analisando, depois de um tempo definido de análise, avaliar os resultados obtidos. Observam se houve uma mudança em relação à demanda inicial e, na dependência desta avaliação, estabelecem novas direções para o tratamento. Os resultados são sempre definidos caso a caso, de forma singular e assim são relatados para os estudos para a formação em psicanálise.

Por que não posso fazer minha análise sozinho? Por que preciso de um analista

Frente aos impasses encontrados no dia-a-dia, as pessoas tendem a responder com os padrões de sofrimento já estabelecidos, conforme esclarecido nas perguntas anteriores. Sozinhos ou mesmo com amigos e familiares, as pessoas acabam por repetir e reafirmar estes lugares, através de um sentimento de compaixão. Por exemplo, uma pessoa estressada pode começar a tomar “calmantes”. As pessoas ao seu redor, por sua vez, começam a evitar trazer problemas ou ter outras atitudes que julguem aumentar o estresse do “coitado”. Estes dois comportamentos só ajudam a fixar a pessoa no lugar de estressada. A mesma “veste a roupa” de coitada, de vítima, e não se responsabiliza pelo seu sofrimento. A formação de um analista deve permitir que ele seja capaz de estabelecer e conduzir uma análise de forma a  responsabilizar o analisando pelo seu sofrimento, provocando a invenção de saídas criativas. Soluções diferentes e originais em relação àquelas já prontas para serem usadas que o mundo fornece.

Quanto tempo demora um tratamento com psicanálise? Ele custa muito caro

Não existe um tempo pré-definido para uma análise. Ela pode durar de uma a várias sessões. O objetivo é que ela dure o menor tempo possível.  Este tempo é  o necessário para a invenção de uma saída para a demanda inicial apresentada. Se não houver a construção de uma nova demanda, o acompanhamento termina aí. Hoje, análises com longa duração têm sido realizadas por pessoas com a demanda de se tornarem analistas.
O valor de uma análise é estabelecido entre o analista e o analisando. O analisando deve dizer quanto acha que sua análise vale, qual o valor da análise que ele quer receber. Havendo acordo com o analista, o valor fica aí definido.

Estou fazendo uso de remédios psiquiátricos. Posso, também, fazer acompanhamento psicanalítico

Para ser acompanhado por um analista basta ter uma demanda para isto, conforme definido na pergunta de número 1. O fato de estar usando medicamentos psiquiátricos ao mesmo tempo é da responsabilidade da pessoa e de seu médico. O analista pode discutir o uso com os dois.

Qual a diferença entre tratamento psiquiátrico, psicoterápico e psicanalítico

A psiquiatria e as psicoterapias trabalham com a noção de que existem pensamentos e comportamentos que estão alterados em relação a um padrão de normalidade. O objetivo das mesmas é fazer com que a pessoas possam encontrar ou se aproximar da normalidade definida. Em um primeiro momento, se faz um diagnóstico, no qual as queixas apresentadas pelo paciente são classificadas dentro categorias gerais, pré-estabelecidas, de doenças ou transtornos mentais. Depois, como tratamento, a psiquiatria tem se valido principalmente de medicamentos ou outras intervenções de modelo biológico. As psicoterapias buscam garantir uma conduta adequada através de um tratamento por palavras que permita aos pacientes corrigir pensamentos e comportamentos alterados. Em ambas intervenções tanto os diagnósticos quanto os tratamentos são definidos individualmente, mas tendo como base modelos gerais estabelecidos a partir de pesquisas com o maior número possível de pessoas. As duas formas de tratamento se apóiam na idéia de que os problemas apresentados são devidos a alterações  na biologia corporal e ou ao aprendizado de formas de pensar e se comportar inadequadas. Nos dois casos, a pessoa acometida não tem responsabilidade pelo o seu sofrimento. A responsabilidade, quando existe, é em relação ao correto seguimento do tratamento que lhe é indicado pelo psiquiatra ou pelo psicólogo.
A psicanálise trabalha com a possibilidade de que cada pessoa constrói , a partir de padrões oferecidos pelo mundo, formas particulares de repostas aos impasses ou angústias da vida. Estas tendem a fixar o paciente em um lugar de sofrimento. Na psicanálise, não existem modelos de normalidade a serem buscados, nem   modelos de tratamentos pré-definidos, mas, caso a caso, na presença do analista, o analisando deve abandonar a fixação nas respostas já prontas e procurar inventar alternativas de lidar com a sua dor, se responsabilizando por isto. A pesquisa na psicanálise se baseia no relato singular de cada caso tratado.

Como funciona o tratamento psicanalítico

O trabalho do analista consiste em, frente à demanda de cada analisando, proporcionar a invenção de uma saída  para além dos padrões fixos de sofrimento. A cada sessão, os analisandos são desautorizados do lugar de resignação no sofrimento, promovendo-se soluções criativas.

Quais são as diferenças entre a psicanálise e as outras formas de terapia

O psicanalista não prescreve medicamentos e também não dá conselhos, opiniões, sugestões, nem oferece soluções aos problemas do paciente. O trabalho é centrado na interpretação da transferência, ou seja, nas vivências emocionais que ocorrem no vículo estabelecido pela dupla paciente-analista. O processo analítico visa o desenvolvimento da percepção do analisando a respeito dos seus conflitos internos, de forma que, ao elaborá-los, ele se torne cada vez mais capaz de lidar com sua vida emocional.

Qual a formação do psicanalista

Num instituto, monitorado pela Associação Psicanalítica Internacional (IPA), um psicanalista que geralmente é graduado como psicólogo ou psiquiatra, passa por um processo de aprendizagem e treinamento, que pode durar de 5 a 10 anos, quando ele deve completar:
– uma análise pessoal profunda;
– formação teórica ministrada por outros analistas;
– aprimoramento clínico sob a supervisão de um analista didata.

Qual é a frequência de sessões indicada

De acordo com os estatutos da Associação Psicanalítica Internacional (IPA), independentemente do quadro psicopatológico, um analisando deveria fazer uma análise de 4 sessões semanais.

Por que o divã

Ao deitar-se no divã, sem se distrair com a presença visível do analista, o analisando tem uma experiência emocional incomum, concentrando-se em seus processos mentais de uma forma muito mais profunda.

Qual a duração de uma análise

O sofrimento psíquico, devido a antigos conflitos internos , será gradualmente elaborado quando, a partir de um intenso e longo trabalho de vivências emocionais cruciais, advier uma mudança estrutural que possibilite maior integração da vida emocional do analisando.

Quando uma análise é considerada terminada

Se, ao invés de massivamente se utilizar de mecanismos de defesa para obliterar a percepção de seu mundo interno, o analisando atingir um estado de desenvolvimento emocional, no qual ele realmente deseje vivenciar e se responsabilizar pelos seus estados mentais (sentimentos, pensamentos, etc.), pode-se dizer que o processo analítico teve êxito.

49136Foto do famoso divã do consultório de Freud

 

É preciso ser médico ou psicólogo para exercer a psicanálise

Absolutamente não! Apesar de a Psicanálise manter interfaces com várias profissões pela utilização de conhecimentos científicos e filosóficos comuns a diversas áreas do conhecimento, e, por isso, acaba também se tornando área de especialização de alguns profissionais, a exemplo dos Psicólogos, todavia a Psicanálise é uma área do saber totalmente distinta e autônoma, e, portanto, não se limita à ser especialidade de nenhuma outra área, constituindo-se em uma atividade independente, podendo o profissional ser Psicanalista, mesmo não sendo Médico ou Psicólogo. Quanto a isso, o próprio fundador da Psicanálise, Dr. Sigmund Freud, deixou claro em diversas partes de sua obra literária que “um médico pode ser tão ignorante em matéria de psicanálise quanto um leigo em medicina”, assim sendo, um médico pode ser também Psicanalista; um Psicólogo pode ser também Psicanalista; um Pedagogo pode ser também Psicanalista etc, mas um Psicanalista não precisa ser nada além de Psicanalista para poder exercer a Psicanálise.

Para que tipo de pessoa a psicanálise é indicada

A psicanálise é indicada para todas as pessoas que têm uma demanda ou questão. Uma demanda é algo que se apresenta como um enigma pessoal, algo que não vai bem, alguma coisa que surge e que precisa de uma saída que não se consegue encontrar sozinho. Normalmente, diante de problemas e angústias, as pessoas reagem utilizando-se de comportamentos e padrões de sofrimento, se colocando em um lugar de aceitação ou de resignação deste estado. Por exemplo, frente a uma grande cobrança de trabalho, pode-se ficar estressado. Frente à perda de alguém querido, pode-se ter baixa estima e desânimo. A psicanálise é para aqueles que procuram uma nova maneira de lidar com os impasses pessoais que não seja a resignação no sofrimento.